MUITAS PESSOAS AINDA EXERCEM O PRECONCEITO DO TAMANHO DAS PESSOAS,EXISTE UM PENSAMENTO “COMPLEXO” SOBRE A ALTURA DE UM CASAL DE NAMORADOS,O HOMEM TEM QUE SER MAIOR DO QUE A MULHER E PONTO.
NADA MAIS FEIO E FORA DO COMUM É ENCONTRAR UM CASAL ONDE A MULHER É MAIS ALTA QUE O HOMEM.
NÃO EXISTE UMA REGRA A SER SEGUIDA,MAIS O HOMEM TEM QUE SER MAIS ALTO QUE A SUA COMPANHEIRA PARA NÃO SER FEIO PARA O CASAL.
MUITAS MULHERES ALTAS DEIXAM DE VIVER UM AMOR VERDADEIRO E ACABAM SOFRENDO PORQUE SÃO MAIS ALTAS QUE O HOMEM PELO QUAL ELA SE APAIXONOU,APENAS POR ELE SER MENOR DO QUE ELA,A PRIMEIRA PERGUNTA QUANDO UMA MULHER ALTA DIZ QUE ESTÁ NAMORANDO A SER FEITA É A SEGUINTE:ELE É MENOR DO QUE VOCÊ?
E DAÍ EM DIANTE A MULHER SE CONSTRANGE PELA PERGUNTA E RESPONDE:SIM,ELE É.
PRONTO!AÍ A PESSOA A OLHA COM CARA FEIA,OU ATÉ MESMO COM UMA EXPRESSÃO DE PENA,PORQUE SABE QUE ELA VAI SOFRER COM AQUILO OU SIMPLISMENTE TENTAR IGNORAR A SITUAÇÃO.
EU SOU UM EXEMPLO VIVO DESSA SITUAÇÃO,EU AMO UM HOMEM MENOR DO QUE EU,EU TENHO 1,76 E ELE TEM 1,70 E ELE ME AMA,EXISTE ALGO MELHOR QUE AMAR?!
MAS EU PASSO POR ESSAS SITUAÇÕES TAMBÉM,POR ELE SER MENOR DO QUE EU,EU TENHO MEDO DE APRESENTAR ELE PARA A MINHA FAMÍLIA E ELES FALAREM:ELE É MENOR DO QUE VOCÊ.
TUDO BEM ELE É MENOR DO QUE EU,MAS NINGUÉM ME AMA COMO ELE ME AMA,NINGUÉM ME FAZ SENTIR TÃO BEM QUANTO ELE FAZ.
EU SEI QUE ELES QUERIAM UM CASAL “NORMAL” NA FAMÍLIA,MAS NINGUÉM MANDA NO CORAÇÃO.
ATÉ TEVE UM MOMENTO EM QUE EU GOSTAVA DELE E SIMPLISMENTE DESISTI DELE E ACHEI UM GAROTO MAIOR DO QUE ELE E MAIOR DO QUE EU,BONITO E TUDO,MAS ELE NÃO CHEGAVA NEM AOS PÉS DO MEU AMADO.DAÍ ENTÃO DECIDI COLOCAR UM FIM NESSE GAROTO E VOLTEI PRO MEU AMADO,EU TIVE UMA GRANDE SORTE COM ELE,POR ELE ME ACEITAR DE VOLTA,MAS ELE NÃO SABE DE NADA DISSO,ELE MESMO NÃO SE IMPORTA COM ISSO,ELE AINDA DIZ:TU NÃO É TÃO ALTA,EU SOU QUASE DO TEU TAMANHO.
EU OLHO E RESPIRO FUNDO PENSANDO:AH SE TODOS PENSASSEM QUE NEM VOCÊ.
SABE É TÃO RUIM VOCÊ AMAR ALGUÉM E TER OUTRAS PESSOAS “AGORANDO” A SUA RELAÇÃO COM ELA SÓ PORQUE A MULHER É MAIS ALTA QUE O HOMEM.
AS VEZES EU ME SINTO UMA “OGRA” PERTO DELE,SABE BEM GIGANTE,MAS AÍ EU PENSO:QUE SE DANE OS MEUS PENSAMENTOS QUE SOAM IGUAIS AOS DOS OUTROS PRECONCEITUOSOS.
E TUDO VOLTA AO NORMAL,COM ELE EM CIMA DO MEIO FIO E EU EMBAIXO ABRAÇADA COM ELE.
E AÍ EU VEJO QUE TAMANHO NÃO É DOCUMENTO.
Esse texto foi escrito por uma amiga minha, tirem de exemplo o que ela tende a passar por causa deste problema, que tão simples as pessoas fazem casos muito grandes.
Ela me pediu para não por o nome dela no post e vou faze-lo, mas para os que lerem isso reflitam um pouco, tamanho é documento? Beleza vale mais que caracter? A pessoa que você gosta te trata com importância ou so como opção?
Tantas perguntas, tantas respostas, a mensagem que quero expressar é:
Mesmo com as mais diversas diferenças nós devemos nos adaptar a tudo e a todos para que possamos viver felizes com quem nos faz feliz.
Atenciosamente UmbreonMaster
texto escrito por minha amiga anônima ^^
“House” é definitivamente uma das séries mais assistidas e adoradas de todo o mundo, principalmente por causa de seu protagonista, Gregory House (Hugh Laurie), que dá um show a parte. E como em toda grande série, House conta com várias frases espetaculares, que são repetidas pelas pessoas em todos os lugares. Abaixo, você pode conferir uma lista com “50 frases marcantes e inesquecíveis da série House“.
Não podemos negar, por mais ranzinza e estúpido que House possa ser, muitas de suas frases, se não todas, são completamente verdade. O problema é que a verdade dói, e assim, House machuca muitas pessoas com sua “franqueza”. Vale ressaltar que as frases não estão em ordem de preferência e que a grande maioria delas foi dita pelo personagem de Hugh Laurie, que é o grande astro da série, mas separamos algumas ditas pelos outros personagens também.
1. “Everybody Lies!” – “Todo mundo mente!” – House
2. “It´s not Lupus. It’s never Lupus.” – “Não é Lupus. Nunca é Lupus.” – House
3. “Almost dying don’t change anything. Dying changes everything!” – “Quase morrer não muda nada. Morrer muda tudo!” – House
4. “We can live with dignity – we can’t die with it”. – “Podemos viver com dignidade. Não podemos morrer com ela.” – House
5. “Well, like the philosopher Jagger once said, ‘You can’t always get what you want.’” – “Como já disse o filósofo Jagger: “Você não pode ter sempre aquilo que quer.” – House
6. “Being miserable doesn’t make you better than anybody else, House. It just makes you miserable.” – “Ser infeliz não o torna melhor do que ninguém, House. Apenas o faz infeliz.” – Wilson
7. “No, if you talk to God you’re religious. If God talks to you, you’re psychotic.” – “Não, se você fala com Deus, você é religioso. Se Deus fala com você, você é um psicótico.” – House
8. “People don´t change” – “As pessoas não mudam” – House
9. “It’s a basic truth of the human condition that everybody lies. The only variable is about what.”- “É uma verdade da condição de ser humanos que todos mentem. A única variável é sobre o quê.” – House
10. “People lie for thousands of reasons. There’s always a reason.” – “As pessoas mentem por milhares de razões. Sempre existe uma razão.” – House
11. “I’m going in. Rambo stile.” – “Estou nessa. Estilo Rambo” – House
12. “Lies are like children. Hard work, but worth it because the future depends on it.” – “Mentiras são como as crianças: apesar de incovenientes, o futuro depende delas.” – House
13. “The treatments don’t always work. Symptoms never lie.” – “Os tratamentos nem sempre funcionam. Sintomas nunca mentem.” – House
14. “You need a lawyer.” – “Você precisa de um advogado.” – Cuddy
15. “Read less, more TV!” – “Leia menos, mais TV’ – House
16. “Is your yelling designed to scare me because I’m not sure what I’m supposed to be scared of. More yelling? That’s not scary. That you’re gonna hurt me? That’s scary, but I’m pretty sure I can out run you.” – “Você está gritando para me assustar? Porque eu não tenho certeza se isso é assustador. Mais gritos? Isso não é assustador. Você vai me machucar? Isso é assustador, mas eu tenho quase certeza que posso correr de você.” – Cuddy
17. “House doesn’t break rules, he ignores them!” – “House não quebra regras. Ele as ignora.” – Foreman
18. “I like you better now that you’re dying.” – “Eu gosto mais de você agora que está morrendo” – House
19. “I respect things that earn respect. This decision, on the other hand, is a dog wearing a cape.” – “Eu respeito coisas que merecem ser respeitadas. Essa decisão por outro lado, é como um cachorro usando uma capa.” – House
20. “You can’t control your emotions…just your actions.” – Você não pode controlar suas emoções…apenas suas ações.” – Cameron
21 – “The fact that I was wrong is NOT a proof of God.” – “O fato deu ter errado não prova que Deus existe” – House
22. “No lesions, no aneurysms. Ironically, the mind of a killer looks completely normal.” – “Sem lesões, sem aneurismas. Ironicamente, a mente de um assassino parece completamente normal.” – Chase
23. “This is Dr. House. He’s too brilliant for introductions.” – “Esse é o Dr. House. Ele é muito brilhante para apresentações.” – Thirteen
24 – “You gonna trust me? I lie about everything.” – “Você vai acreditar em mim? Eu minto sobre tudo.” – House
25 – “People act in their own self-interest. You’re all here because you’re all happy to be here. Or at least because this is your best option.” – “Pessoas agem em benefício próprio. Vocês estão todos aqui porque vocês todos estão felizes por estarem aqui. Ou, pelo menos, porque essa é a melhor opção de vocês.” – House
26 – “I went crazy, not stupid.” – “Eu fiquei maluco, não estúpido.” – House
27 – “Her lips say no, but her hormones say ‘Oh my God, yes, more.” – “Seus lábios dizem não, mas seus hormônios dizem ‘Oh meu Deus,sim, continua” – House
28 – “I’m incapable of acting like a human being.”- “Eu sou incapaz de agir como ser humano.” – House
29 – “I’m the last person you’d ever come to for ethical advice, which means you’ve already asked every other person. No one’s given you the answer you want.” – “Eu sou a última pessoa que você procuraria por um conselho sobre ética,o que seguinifica que você jáperguntou a todas as outras pessoas. Ninguém lhe deu a resposta que você queria.” – House
30 – “Another reason I don’t like meeting patients. If they don’t know what you look like, they can’t yell at you.”-”Uma outra razão para não gostar de conhecer os pacientes. Se eles não sabem quem você é, eles não podem gritar com você.”- House
31 – “You know how some doctors have the Messiah complex – they need to save the world? You’ve got the Rubik’s complex; you need to solve the puzzle.” – “Você sabia que alguns médicos tem o complexo de Messias – eles precisam salvar o mundo? Você tem o complexo de Rubik, precisa solucionar o quebra-cabeça.” – Wilson
32 – “We are who people think we are.” – “Nós somos o que as pessoas acham que nós somos” – House
33 – “Hey, I can be a jerk to people I haven’t slept with. I am that good.” – “Hey, eu posso ser um idiota com pessoas que ainda não dormi. Eu sou realmente bom.” – House
34 – “People choose the paths that grant them the greatest rewards for the least amount of effort.” – “As pessoas escolhem os caminhos que as dão as maiores recompensas com o menor esforço.” – House
35 – “Religion is not the opiate of the masses; religion is the placebo of the masses.” – “Religião não é o ópio da massa, é o placebo dela.” – House
36 – “How come God gets credit whenever something good happens? Where was he when her heart stopped?” -”Como pode Deus levar os créditos quando algum coisa boa acontece? Onde ele estava quando o coração dela parou?” – House
37 – “I’m too handsome to do paperwork.” – “Eu sou muito bonito para cuidar da papelada” – House
38 – “The weird thing about telling someone they’re dying is it tends to focus their priorities. You find out what matters to them. What they’re willing to die for. What they’re willing to lie for.” – “A parte estranha de dizer a alguém que ela está morrendo, é que a ela tende a focar em suas prioridades. Você descobre o que realmente importa para elas. Pelo quê elas estão dispostas a morrer. Pelô que elas estão dispostas a mentir.” – House
39 – “Bizarre is good! Common has hundredsof explanations. Bizarre has hardly any.” – “Bizarro é algo bom. O comum tem milhares de explicações. O Bizarro dificilmente tem alguma.” – House
40 – “No, there is not a thin line between love and hate. There is, in fact, a Great Wall of China with armed sentries posted every twenty feet between love and hate.” – “Não,não existe umalinha tênue entre o amore oódio. Na verdade, existe uma Muralha da China armada com soldados armados a cada 6 metros, entre o amor e o ódio.” – House
41 – “I’m physically incapable of being polite.” -”Eu sou fisicamente incapaz de ser gentil/cortês.” – House
42 – “You can have all the faith you want in spirits, and the afterlife, and heaven and hell, but when it comes to this world, don’t be an idiot. Cause you can tell me you put your faith in God to put you through the day, but when it comes time to cross the road, I know you look both ways.” – “Você pode ter a fé quer quiser em espíritos, em vida após a morte, no paraíso e no inferno, mas se tratando desse mundo, não seja idiota. Porque você pode me dizer que deposita sua fé em Deus para passar pelo dia, mas quando chega a hora de atravessar a rua, eu sei que você olha para os dois lados.” – House
43 – “Anyone can hate humanity after being shot. It takes a big man to hate them beforehand.” – “Qualquer um pode odiar a humanidade depois de levar um tiro. É necessário um grande homem para odiar antes disso.” – House
44 – “Perseverance does not equal worthiness.”- “Perserverança não é igual a merecimento” – House
45 – “Are you … comparing me to God? I mean, that’s great, but just so you know, I’ve never made a tree.” – “Você está me comparando a Deus? Quero dizer, isso é bom, mas só para você saber, eu nunca criei uma árvore.” – House
46 – “If we were to care about every person suffering on this planet, life would shut down.” – “Se nós fossemos nos importar com todas as pessoas que estão sofrendo nesse planeta, a vida iria parar.” – House
47 – Patient: “Are there other ways I could get pregnant? Like…sitting on a toilet seat?” House: “Absolutely. There would need to be a guy sitting between you and a toilet seat, but yes, absolutely. I was doing so well…” -
Paciente: “Existe outros meios de engravidar? Como sentar no toilet?”
House: “Certamente. Só seria necessário um cara entre você e o toilet, mas,sim, certamente. Eu estava indo tão bem…”
48 – Nun :”Sister Augustine believes in things that aren’t real.” House: “I thought that was a job requirement for you people.”-
Freira: “Irmã Augustine acredita em coisas que não são reais”
House: “Eu achei que isso fosse pré-requisito para vocês.”
49 – “Because, in HouseLand, and the rest of the universe by the way, when a question presents itself, it calls for an answer.” – “Porque, na terra do House, e no resto do universo, quando aparece uma pergunta, ela pede por uma resposta.” – House
50 – “Foreteen’s right.” – “Catorze está certo”- House (se referindo a união de Thirteen e Foreman)
Escritor e ensaísta argentino (24/6/1911-), considerado um dos
romancistas mais importantes de seu país. Nasce em Rojas, estuda física e
se doutora pela Universidade de La Plata em 1937. Estagia no
Laboratório Curie, em Paris, no ano seguinte, e no Instituto de
Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos (EUA), em 1939.
De volta à Argentina em 1940, leciona física teórica na Universidade de La Plata e começa a escrever para a revista Sur e para o jornal La Nación.
Deposto do cargo de professor por fazer oposição ao governo de Juan
Domingo Perón, em 1945, passa a dedicar-se exclusivamente à literatura.
O sucesso chega nesse ano com Nós e O Universo, coletânea de
aforismos, relatos e observações pessoais sobre temas políticos,
filosóficos e sociais. Ganha projeção internacional no ano seguinte com o
romance O Túnel. Interessado em política, dirige a revista Mundo Argentino (1955) e publica em 1956 os livros A Outra Face do Peronismo e O Caso Sábato,
nos quais analisa a violência da política argentina e pede a
reconciliação entre as forças peronistas e antiperonistas que dividem o
país.
Escreve ainda o romance Sobre Heróis e Tumbas (1961), O Escritor e Seus Fantasmas (1963) e Abaddón, o Exterminador (1974). Por sua obras, recebe em 1984 o Prêmio Miguel de Cervantes, a mais prestigiosa premiação literária espanhola.
Obras
Nós e o universo, 1945.
O túnel, 1948.
Homens e Engrenagens, 1951.
Heterodoxia, 1953.
O outro rosto do peronismo, 1956.
Sobre heróis e tumbas, 1961.
O escritor e seus fantasmas, 1963.
Tango, discussão e chave, 1963.
Aproximação à literatura de nosso tempo: Robbe-Grillet, Borges, Sartre, 1968.
William Somerset Maugham foi um famoso romancista e dramaturgo britânico.
O pai de Somerset Maugham era um advogado que se ocupava dos assuntos legais da embaixada britânica em Paris.
Uma vez que a lei francesa previa que todas as crianças do sexo
masculino nascidas em território francês estavam obrigadas a fazer o serviço militar,
Robert Ormond Maugham mobilizou-se para que William nascesse na
embaixada, tirando-lhe, assim, a obrigação de envolver-se em futuras
guerras francesas e permitindo que, tecnicamente, ele nascesse em
território britânico. Seu avô, também chamado Robert, também havia sido
um prestigiado advogado e co-fundador da English Law Society
(Sociedade Inglesa de Leis) e que pretendia que Willian seguisse os
mesmos passos pela estrada jurídica. Porém as coisas não caminharam
assim, apesar de seu irmão mais velho Frederic Herbert Maugham ter
desenvolvido destacada carreira jurídica, convertendo-se em Lord
Chancellor, entre 1938 e 1939.
A mãe de Maugham, Edith Mary (cujo nome de solteira era Edith Snell) sofria com a tuberculose,
uma condição para a qual os médicos da época prescreviam ter filhos.
Assim, Maugham tinha três irmãos mais velhos, já escolarizados em
centros de internato e, desse modo, ele foi criado quase que como filho
único. Desafortunadamente, a gravidez
não foi remédio para a enfermidade, e Edith May Maugham morreu, aos 41
anos, seis anos depois de dar à luz o seu último filho. A morte de sua
mãe deixou Maugham traumatizado por toda a vida e ele sempre teve
consigo a foto dela na cabeceira da sua cama até a sua morte, aos 91
anos, em 1965.
Muitos leitores e alguns críticos assumem que os anos de estudante de
medicina constituíram-se em um hiato na verve criativa do escritor.
Porém, o próprio Maugham era de opinião contrária. Poder viver a
agitação da cidade de Londres, conhecer pessoas das classes mais
populares, tipos que nunca havia encontrado em outras profissões, ver
pessoas em situações de extrema ansiedade e em busca de significados
para suas vidas. Nos seus últimos anos, ele declarou o valor literário
de tudo o que viu como estudante de medicina: "Vi homens morrerem. Os vi sofrer de dor. Aprendi o que era esperança, o medo e a ajuda…".
Naquele tempo, estavam na moda os livros escritos por homens e
mulheres que viviam de maneira mais livre, que descreviam o valor moral
de uma vida de padecimentos — porém, Maugham viu claramente, uma e outra
vez, como é corrosivo o padecimento para os valores humanos, como a
enfermidade envolvia de forma hostil e amarga as pessoas e nunca disso
se esqueceu. Aqui finalmente estava a vida em toda a sua crueza e também
a oportunidade de examinar toda a gama de emoções humanas.
O êxito comercial, com elevados volumes de vendas, as produções teatrais
de sucesso e uma grande série de adaptações cinematográficas, além de
pródigos investimentos em bolsa,
permitiram a Maugham viver uma vida muito confortável. Pequeno e débil,
Maugham sempre se orgulhou de sua resistência, que lhe permitiu como
adulto manter uma abundante produção literário. No entanto, apesar de
seus trunfos, jamais conseguiu um elevado respeito por parte dos
críticos e companheiros escritores. Esses atribuíam uma carência de
lirismo a sua obra, além de criticaram o reduzido vocabulário e um uso
pobre da metáfora
Considera-se que Servidão Humana, obra magna de Maugham, venha a
ser uma novela autobiográfica, pois seu protagonista, Philip Carey, é
órfão e criado por um tio impiedoso, como no caso do autor. A deformação
dos pés de Philip provoca-lhe tormentos e vergonha, que evocam os
problemas de Maugham com sua disfemia. As últimas novelas de êxito
também foram baseadas em personagens reais: The Moon and Sixpence narra a vida do pintor Paul Gauguin e Cakes and Ale contém sutis caracterizações dos escritores Thomas Hardy e Hugh Walpole. Outra obra francamente inspirada em um personagem real é The Magician (O Mago), na qual o personagem Oliver Haddo é uma caracterização segundo algumas interpretações do místico e satanista Aleister Crowley que usava um acrônimo Maskmelin ,codename
777(inspirado no antigo Abramelin,o Mago,de sua obra cabalista que foi
editada e introduzida pelo Dr. Israel Regardie) um controvertido mágico e
agente duplo, infiltrado pela oculta organização "The Seven Circle" nos
serviços secretos de alguns países da Europa ..
Sófocles foi um dramaturgo grego, um dos mais importantes escritores de tragédia ao lado de Ésquilo e Eurípedes,
dentre aqueles cujo trabalho sobreviveu. Suas peças retratam
personagens nobres e da realeza. Filho de um rico mercador, nasceu em Colono, perto de Atenas, na época do governo de Péricles, o apogeu da cultura helênica. Suas primeiras peças foram escritas depois que as de Ésquilo e antes que as de Eurípedes. De acordo com a Suda, uma enciclopédia do século X, Sófocles escreveu 123 peças durante sua vida, mas apenas sete sobreviveram em uma forma completa. Por quase 50 anos, Sófocles foi o mais celebrado dos dramaturgos nos concursos dramáticos da cidade-estado de Atenas, que aconteciam durante as festas religiosas Leneana e Dionísia.
Sófocles competiu em cerca de 30 concursos, venceu 24 e, talvez, nunca
ficou abaixo do segundo lugar; em comparação, Ésquilo venceu 14
concursos e foi derrotado por Sófocles várias vezes, enquanto Eurípides
ganhou apenas quatro competições.
<=
Estátua de Sófocles
Também trabalhou como ator. Foi ordenado sacerdote de Asclépio, o deus da medicina,
e eleito duas vezes para a Junta de Generais, que administrava os
negócios civis e militares de Atenas. Dirigiu o departamento do Tesouro,
que controlava os fundos da Confederação de Delos.
Em suas tragédias, mostra dois tipos de sofrimento: o que decorre do
excesso de paixão e o que é consequência de um acontecimento acidental
(destino). Reduziu a importância do coro no teatro grego,
relegando-o ao papel de observador do drama que se desenrola à sua
frente. Também aperfeiçoou a cenografia e aumentou o número de elementos
do coro de 12 para 15, porém esse número pode variar de acordo com o
poeta que define a tragédia. Sua concepção teatral foi inovadora e
elevou o número de atores de dois para três.
Alexei Peshkov (nome verdadeiro de Máximo Gorki) nasceu numa família
pobre numa pequena vila da Rússia. Aos cinco anos ficou órfão e desde
cedo trabalhou em diversos ofícios para sobreviver. Freqüentou apenas
alguns anos da escola primária, tendo se tornado um escritor autodidata.
Seus primeiros anos foram registrados no livro "Minha Triste Infância".
Máximo Gorki viajou por várias cidades da Rússia, desempenhando as mais
variadas funções e entrando em contato com pessoas do povo, mais tarde
retratadas em sua obra.
Na década de 1890 publicou seus
primeiros contos, que tiveram grande repercussão. Começou também a
escrever para teatro. Suas primeiras peças foram "Pequenos Burgueses" e
"Albergue Noturno", ambas encenadas em Moscou em 1902, pela companhia de
Konstantin Stanislavski, um célebre ator e diretor teatral.
Nessa
época, começou também sua convivência nos círculos revolucionários e
sua militância política. Perseguido pelo regime czarista, Máximo Gorki
deixou sua terra natal, exilando-se em diversos países da Europa e nos
Estados Unidos. Estabeleceu-se finalmente na ilha de Capri, na Itália,
onde escreveu os "Contos da Itália". Pouco antes da eclosão da Primeira
Guerra Mundial, Gorki fundou na Itália um centro de imigração
revolucionária.
De volta à Rússia, depois da revolução de 1917,
desentendeu-se com os líderes bolchevistas, sendo obrigado a exilar-se
novamente. Nessa época viveu intenso período criativo, escrevendo suas
obras mais conhecidas, como "A Mãe", "A Confissão", "Os Vagabundos" e
"Tomas Gordeiev".
Gorki retornou à Rússia em 1928, festejado como
o maior escritor do regime comunista. Ocupou vários cargos em
instituições culturais e adquiriu grande popularidade. Suas últimas
obras foram o ciclo de novelas "A Vida de Klim Sanguine" e a peça de
teatro "Vassa Jeleznova".
Considerado um dos grandes nomes da literatura do século 20, é um dos autores teatrais mais encenados no mundo todo ainda hoje.
"Dormia no terraço, ao ar livre, e os raios oblíquos do sol matinal me
despertavam. Vestia-me às pressas, punha debaixo do braço uma toalha, um
romance francês, e ia-me banhar no riacho, à sombra de um bétula que
ficava a meia versta de casa. Depois, estirava-me e lia, parando às
vezes para contemplar o lilás sombrio da superfície do riacho que
começava a se agitar ao sopro da brisa da manhã, ou o campo dourado de
centeio que ficava na margem oposta."
Essa deliciosa descrição da juventude do escritor Leon Tolstoi está registrada nas suas "Memórias".
Nascido numa família nobre, Leon Tolstoi ficou órfão aos nove anos e foi educado por preceptores.
Em 1843, iniciou o curso de letras e direito na Universidade de
Kazan. Depois de formado, passou um período em Moscou e logo se alistou
na guarnição do Cáucaso, seguindo seu irmão Nicolenka, oficial do
exército russo.
No Cáucaso, escreveu o livro "Infância" e a primeira parte de
"Memórias". "Infância" foi publicado em 1852 e alcançou grande êxito.
Depois de nomeado suboficial, em 1854, Tolstoi voltou brevemente a
sua terra natal, mas retornou à vida militar, participando da Guerra da
Criméia.
Em 1856, abandonada a carreira militar, Leon Tolstoi passou a viver
em sociedade, ampliando suas relações pessoais. Viajou à Europa,
visitando diversos países. Ao regressar, isolou-se em sua propriedade
rural, determinado a dedicar-se à literatura. Casou-se nesse período com
Sofia Bers, com quem teve nove filhos.
Em 1865, iniciou a elaboração de "Guerra e Paz", uma das maiores
obras literárias de todos os tempos. Trata-se de um extenso romance que
aborda as guerras napoleônicas e traça um quadro da sociedade russa do
início do século 19.
Em fins da década de 1870, Leon Tolstoi escreveu o romance psicológico "Ana Karenina", que também obteve grande repercussão.
Aos poucos suas inclinações voltaram-se para a religião. Leon
Tolstoi tornou-se pouco a pouco um cristão evangélico, uma espécie de
apóstolo, pregando para os seus. Ao renegar a religião ortodoxa, acabou
excomungado pela Igreja.
Suas posições políticas também se radicalizaram, tendendo ao
anarquismo. Tolstoi criou uma escola alternativa, para a qual chegou a
redigir os livros didáticos.
Suas convicções cada vez mais exaltadas atraíam a atenção de
místicos do mundo inteiro. Ao mesmo tempo, ampliava-se sua fama de
grande romancista.
Distanciando-se cada vez mais de sua família, Tolstoi decidiu entrar
para um mosteiro. Planejou a fuga e, no dia 31 de outubro de 1910,
finalmente embarcou num trem, acompanhado apenas da filha Alexandra e de
um criado. Com a saúde abalada, foi obrigado a descer na cidadezinha de
Astapovo, sendo acolhido pelo próprio agente da estação.
O fato tornou-se público e telegramas e visitas começaram a chegar
de toda a Rússia e de outras partes da Europa. Leon Tolstoi resistiu
apenas alguns dias, falecendo pouco depois
Atribui-se a Homero, o maior poeta da Grécia Antiga, a autoria das obras
"Ilíada" e "Odisséia", que reconstituem, com riqueza de detalhes, a
civilização grega.
Estima-se, que Homero tenha vivido entre os séculos 9 e 8 a.C., e o
limite estipulado de sua vida vai até 700 a.C. Sua origem também é
incerta, mas os estudiosos do poeta consideram provável que ele tenha
nascido em Esmirna ou na Ilha de Quios, na Grécia. Devido à
insuficiência de provas, alguns chegam a duvidar da existência de
Homero. A obra atribuída a ele foi composta e transmitida oralmente.
Existem grandes divergências entre estudiosos literários sobre a
obra de Homero. Há suposições de que a "Odisséia", por exemplo, não
tenha sido composta por um único autor, devido a existência de
diferenças estilísticas.
A "Ilíada" narra a Guerra de Tróia e é associada a reflexões sobre a
vida do homem e sua relação com os deuses. "Odisséia" conta as
aventuras do herói Ulisses, em sua volta para a ilha de Ítaca. Ambas as
obras foram compostas em hexâmetros.
Conta-se que Homero correu o mundo conhecido em sua época, e que, de
volta da Espanha, em Ítaca, contraiu uma doença nos olhos. No percurso
de volta, anotou nomes, datas e características físicas, enquanto
recebia hospedagem em troca de poesias.
Diz-se ainda que Homero tinha origem plebéia e que pode ter nascido
cego, pela origem de seu nome em grego, que significa "aquele que não
vê". Pensa-se também que a sua obra "Odisséia" tenha sido escrita no fim
de sua vida.
Além das duas obras, a Antigüidade atribuía a Homero outras obras,
como: "Tebaida", os "Hinos Homéricos", "Batracomiomaquia", entre outras.
"Madame Bovary sou eu", disse Gustave Flaubert quando os juízes lhe
perguntaram quem teria sido o modelo da sua personagem, durante o seu
julgamento, em 1856. Ele foi acusado pelo governo francês de ter escrito
uma "obra execrável sob o ponto de vista moral". Mas foi absolvido pela
Sexta Corte Correcional do Tribunal do Sena, em Paris, em fevereiro de
1857.
Resultado de cinco anos de trabalho, seu romance de estréia, "Madame
Bovary", é uma dura depreciação dos valores burgueses. Segundo alguns
críticos conservadores, Flaubert ridicularizou sua própria condição
social. Afinal, o autor era filho de um médico provinciano rico e vivia
de rendas em sua idade adulta na propriedade rural do pai.
A história de Emma Bovary, que trai o marido para fugir da vida
medíocre, é um retrato da incapacidade mental, emocional e moral das
sociedades provincianas. Flaubert se dizia um estudioso da estupidez
humana e colecionava episódios de burrice publicados em livros e
jornais. Para ele, estupidez era mais freqüente na província. A falta de
inteligência também foi o tema de "A Tentação de Santo Antão" (1874).
Em 1840, como prêmio por ter concluído os estudos secundários,
ganhou uma viagem para os montes Pirineus e para a ilha de Córsega. Ao
passar por Marselha, viveu um namoro com Eulália Foucaud de Langlade. O
idílio foi inspiração para a obra "A Educação Sentimental" (1869). Entre
1849 e 1851, o autor viajou para a África, onde colheu informações para
"Salambô" (1862), sobre a queda de Cartago.
Flaubert foi um dos autores mais importantes do Realismo, movimento
estético de reação ao Romantismo europeu no século 19, influenciado
pelas teorias científicas, a Revolução Industrial e a linha filosófica
de Augusto Comte (o Positivismo). Ele levou à perfeição o ideal do
romance realista de harmonizar a arte e a realidade. Sua obra se
caracteriza pelo cuidado na sintaxe, na escolha do vocabulário e na
estrutura do enredo.
Em 1866, recebeu a Legião de Honra do governo francês. Pouco antes
de sua morte, vendeu propriedades para evitar a falência do marido de
sua sobrinha. Passou a viver de um salário como conservador da
Biblioteca Mazarine. O romance "Bouvard et Pécuchet" foi publicado
inacabado, postumamente.
Franz Kafka nasceu em 3 de julho de 1883, em Praga, cidade que na
época pertencia à monarquia austro-húngara. Filho de um abastado
comerciante judeu, Kafka cresce sob as influências de três culturas: a
judaica, a tcheca e a alemã.
Filho mais velho de Herrmann Kafka, um abastado comerciante judeu, e
de sua esposa Julie, nascida Löwy. Nascem depois dele dois meninos, que
irão morrer pouco tempo após o nascimento, fato que segundo alguns
psicólogos especialistas na obra de Kafka, será um fator determinante
para o sentimento de culpa presente em seus livros; e três meninas,
entre elas Ottilie, sua irmã favorita, com quem ele chega a morar
algumas vezes.
Em 1903, Kafka tem sua primeira relação sexual, o que lhe trará
insegurança por toda sua vida. Neste ano também, ele fará sua primeira
visita a um sanatório. Teve vários casos amorosos mal resolvidos, uns
por intervenção dos pais das moças, outros por desinteresse próprio.
Na adolescência, declara-se socialista e ateu. Participa de reuniões
com grupos anarquistas e, no fim da vida, engaja-se no movimento
sionista. Cursa Direito em Praga, formando-se em 1906. Passa a trabalhar
em companhias de seguros e, em paralelo, dedica-se à Literatura. Em
1917, é obrigado a afastar-se do trabalho devido à tuberculose.
Entre 1914 e 1924, Kafka esteve três vezes perto do casamento.
Desistiu sempre. Tentou primeiro por duas ocasiões com Felice Bauer, uma
alemã com quem se correspondeu até 1917. A última vez foi com Milena
Jesenská, mais nova do que ele.
Fez parte, junto com outros escritores da época, da chamada Escola de
Praga. Esse movimento era basicamente uma maneira de criação artística
alicerçada em uma grande atração pelo realismo, uma inclinação à
metafísica e uma síntese entre uma racional lucidez e um forte traço
irônico. Boa parte de sua obra foi publicada postumamente.
Alguns de seus livros mais conhecidos:
A metamorfose
O processo
Carta ao pai
Um artista da fome
Algumas citações famosas de Kafka:
Quem possui a faculdade de ver a beleza, não envelhece.
Talvez haja apenas um pecado capital: a impaciência.
Devido à impaciência, fomos expulsos do Paraíso; devido à impaciência,
não podemos voltar.
Entre muitas outras coisas, tu eras para mim uma janela através da qual podia ver as ruas. Sozinho não o podia fazer.
Émile
Durkheim Biografia, sociologia moderna, teoria sociológica, método científico,
obras principais
Émile Durkheim: um dos pais da sociologia moderna
Introdução
Émile Durkheim nasceu na cidade de Épinal (região de Lorena, França) no dia 15 de abril de 1858. Faleceu em Paris, capital francesa, em 15 de novembro de 1917. É considerado, junto com
Max Weber, um dos fundadores da sociologia moderna.
Biografia
Viveu numa família muito religiosa, pois seu pai era um rabino. Porém,
não seguiu o caminho da família, optando por uma vida secular. Desde
jovem, foi um opositor da educação religiosa e defendia o método
científico como forma de desenvolvimento do conhecimento.Em boa parte
dos seus trabalhos, procurou demonstrar que os fenômenos religiosos
tinham origem em acontecimentos sociais.
Aos 21 anos de idade, Durkheim foi estudar na Escola Normal Superior
(École Normale Supérieure) e passou a dedicar-se ao mundo intelectual.
Formou-se em
Filosofia, no ano de 1882. Cinco anos após sua formatura, foi trabalhar na Universidade de Burdeos como professor de
pedagogia e ciência social. Neste período, começaram seus estudos sobre sociologia.
Principais aspectos da teoria sociológica de Durkheim :
· Existem fenômenos sociais que devem ser analisados e demonstrados com técnicas especificamente sociais;
· A sociedade era algo que estava fora e dentro do homem ao mesmo tempo,
graças ao que se adotava de valores e princípios morais;
· As pessoas se educam influenciadas pelos valores da sociedade onde vivem;
· A sociedade está estruturada em pilares, que se manifestam através de expressões (conceito de estrutura);
· Divisão do trabalho social: numa sociedade cada indivíduo deve exercer
uma função específica, seguindo direitos e deveres, em busca da
solidariedade social. Desta forma, pode-se chegar ao progresso e avanço
para todos.
Principais obras:
- A divisão do trabalho social (1893)
- As regras do método sociológico (1895)
- O suicídio (1897)
- A educação moral (1902)
- As formas elementares da vida religiosa (1912)
- Lições de Sociologia (1912)
Virginia Woolf nasceu em Londres, em 1882. Filha de um editor, Sir
Leslie Stephen, ela recebeu uma educação esmerada, freqüentando desde
cedo o mundo literário.
Em 1912, casa-se com Leonard Woolf, com quem funda, em 1917, a
Hogarth Press, editora que revelou escritores como Katherine Mansfield e
T.S. Eliot.
Fez parte do grupo Bloomsbury, círculo de intelectuais sofisticados
que, passada a I Guerra Mundial, investiria contra as tradições
literárias, políticas e sociais da era vitoriana.
As primeiras obras de Virginia Woolf foram The Voyage Out (1915) e
Noite e Dia (1919). Em Mrs. Dalloway (1925), Virginia Woolf emprega
recursos narrativos inovadores para retratar a experiência individual. O
mesmo ocorre com Rumo ao Farol (1927).
Em 1928, publica Orlando, fantasia histórica que evoca com brilho e
humor a Inglaterra da era elizabetana. Nesse período, Woolf faz as
famosas conferências para estudantes dos grandes colégios femininos de
Cambridge, nas quais mostra sua verve feminista.
Em 1931, publica As Ondas, uma de suas obras mais importantes. Seis anos mais tarde, lança Os Anos.
Toda a vida de Virginia Woolf foi dedicada à literatura. Em 1941,
vítima de grave depressão, ela se suicida, deixando considerável número
de ensaios, extensa correspondência e o romance Entre os Atos (1941).
Pseudônimo do escritor francês Marie-Henry Beyle (23/1/1783-23/3/1842).
Embora não tenha obtido pleno reconhecimento em vida, sua obra exerce
muita influência sobre a literatura francesa posterior. Marie-Henry
Beyle, que fica conhecido como Stendhal, nasce em Grenoble.
Muda-se para Paris e, como subtenente, luta com as tropas de Napoleão na
Itália. Em 1810 torna-se auditor do Conselho de Estado e participa da
campanha da Rússia. Em 1814, com a queda de Napoleão, muda-se para
Milão, na Itália, lugar que o fascina e onde vive até 1821.
Retorna
a Paris e fica conhecido nos meios literários como historiador de arte
italiana e biógrafo de artistas. Grande parte de seu trabalho é
publicado postumamente. Sem conseguir sucesso na literatura, ganha a
vida em outras atividades. Em 1827 escreve o primeiro livro, Armance, no qual já está presente uma marca de suas histórias: a luta do indivíduo contra as adversidades.
O seguinte, O Vermelho e o Negro (1830), é considerado sua primeira grande obra. Outro romance é La Chartreuse de Parme (A Cartuxa de Parma,
1839). Deixa ainda coletâneas de novelas e contos, narrativas de
viagens e memórias. Morre em Paris, de um ataque de apoplexia.
Escritor russo nascido em Sorotchintsi, Ucrânia, cuja obra marcou o
início da tradição realista na literatura russa.
De uma família de
pequenos proprietários de terra ucranianos, mudou-se (1821) para Nezin
para estudar.
Desde muito cedo deseja ser autor teatral e em
Sampetersburgo conheceu Puchkin, que o influenciaria notavelmente.
Aos
19 anos mudou-se para São Petersburgo, na Rússia, para assumir um cargo
público, período em que publicou uma série de contos ucranianos sob o
título de Vechera na rutore bliz Dikanka (1831-1832).
Em seguida tentou o
magistério e planejou escrever uma história da Ucrânia, mas decidiu
dedicar-se inteiramente à literatura. Publicou duas novas obras,
Mirgorod e Arabeski (1835).
Encenou Revizor, o conhecido O
inspetor-geral, uma brilhante comédia em que satirizava a corrupção dos
funcionários do estado, que provocou forte reação adversa dos burocratas
e burgueses e ele viu-se obrigado a deixar temporariamente a Rússia.
Iniciou (1836) uma longa viagem pela Europa e residiu em diversas
cidades, particularmente em Roma.
Em Roma, concluiu a redação do
primeiro volume do romance Mertve duchi (1842), sua principal obra, e no
mesmo ano publicou o conto Shinel. Voltou a Moscou, mas logo retornou
para Roma, onde continuou o romance Mertve duchi.
Em seus últimos anos
da vida envolveu-se em profunda crise espiritual, em que faz radical
defesa da religião ortodoxa.
Deste período publicou Vibrannie mesta iz
perepiski c druziami (1847).
Empreendeu uma peregrinação a Jerusalém e,
por influência de um religioso fanático, queimou parte de sua obra, que
depois reescreveria.
Voltou definitivamente para a Moscou, Rússia
(1848), mas rejeitado tanto por liberais como por conservadores, morreu
em Moscou, envolvido em misticismo e em profunda crise emocional.
Marcel
Proust Biografia de Marcel Proust, obras, frases do escrito,
literatura francesa
Marcel Proust: um dos grandes escritores do
começo do século XX
Quem
foi
Valentin
Louis Georges Eugène Marcel Proust foi um importante escritor e poeta
francês. Nasceu na cidade de Paris em 10 de julho de 1871 e faleceu na
mesma cidade em 18 de novembro de 1922.
A obra mais conhecida de Proust foi “Em busca do tempo perdido”, um
conjunto de sete novelas, considerada uma das grandes obras da
literatura do século XX. É considerado um dos grandes escritores
românticos do começo do século XX.
Principais momentos da vida (biografia):
- No ano de 1891, entrou para a faculdade de Direito da Sorbonne.
- Proust preparou-se para seguir a carreira de diplomata, porém desistiu para ser escritor.
- Fundou com alguns amigos, em 1892, a revista Le Banquet.
- Escreveu para revista francesa La Revue Blanche.
- Em 1919, ganhou o prêmio literário francês Goncourt, pela obra “À sombra das raparigas em flor”.
- Perdeu a mãe em 1905 e herdou uma grande fortuna.
- Após a morte da mãe, isolou-se socialmente para dedicar-se exclusivamente
à literatura.
Principais obras de Proust
- Os prazeres do dia – 1896
- Em busca do tempo perdido – 1913 a 1927
- No caminho de Swann
- À sombra das raparigas em flor
- O caminho de Guermantes (I e II)
- Sodoma e Gomorra
- A prisioneira
- A fugitiva
- O tempo redescoberto
- Paródias e miscelâneas
- Crônicas – 1927
- Jean Santeuil (obra póstuma de 1952)
- Contra Sainte-Beuve (ensaio, obra póstuma de 1954).
Frases de Proust:
- O amor é o espaço e o tempo medidos pelo coração.
- O amor é uma doença inevitável, dolorosa e fortuita.
- A ambição embriaga mais que a glória.
- A felicidade no amor não é um estado normal.
"Não criei personagens. Tudo o que escrevo é autobiográfico. Porém, não
expresso minhas emoções diretamente, mas por meio de fábulas e símbolos.
Nunca fiz confissões. Mas cada página que escrevi teve origem em minha
emoção".
O escritor Jorge Luis Borges nasceu na capital argentina,
Buenos Aires. Bilíngüe desde a sua infância, aprendeu a ler em inglês
antes que em castelhano, por influência de sua avó materna de origem
inglesa.
Aos seis anos disse a seu pai que queria ser escritor e
aos sete escreveu, em inglês, um resumo de literatura grega. Aos oito,
inspirado num episódio de "Dom Quixote" de Cervantes, fez seu primeiro conto: "La Visera Fatal". Aos nove anos, traduziu do inglês "O Príncipe Feliz" de Oscar Wilde.
Em 1914, devido à quase cegueira total, seu pai decide passar uma temporada com a família na Europa.
Em Genebra, Jorge escreveu alguns poemas em francês enquanto estudava o
bacharelado (1914-1918). Sua primeira publicação registrada foi uma
resenha de três livros espanhóis para um jornal de Genebra.
Em 1919, mudou-se para a Espanha
e publicou poemas e manifestos na imprensa. Em 1921, retornou a Buenos
Aires e redescobriu sua cidade natal, na efervescência dos anos 20.
Nesse clima escreveu seu primeiro livro de poemas, "Fervor em Buenos
Aires", publicado em 1923.
A partir de 1924, publicou algumas
revistas literárias e, com mais dois livros, "Luna de Enfrente" (poesia)
e "Inquisiciones" (ensaios), ganhou em 1925 a reputação de chefe da
jovem vanguarda de seu país. Nos anos seguintes, ele se transformou num
dos mais brilhantes e polêmicos escritores da América Latina.
Inventando
um novo tipo de regionalismo, acrescentou uma perspectiva metafísica da
realidade, mesmo em temas como o subúrbio portenho ou o tango. Nesta
fase escreveu "Cuaderno San Martin" e "Evaristo Carriego". Mas logo se
cansou desses temas e começou a especular sobre a narrativa fantástica, a
ponto de produzir durante duas décadas, de 1930 a 1950, algumas das
mais extraordinárias ficções do século, nos contos de "Historia
Universal de la infâmia" (1935); "Ficciones" (1935-1944) e "El Aleph"
(1949), entre outras.
Em 1937, Borges foi nomeado diretor da
Biblioteca Pública Nacional, o que foi seu primeiro e único emprego
oficial. Saiu nove anos depois, indignado com a inclinação fascista que
estava tomando a Argentina.
No que se refere ao amor, o caso mais
quente do escritor argentino foi com Estela Canto, que depois lançou o
livro de memórias "Borges a Contraluz". Ele conta em sua biografia que a
pediu em casamento. Moderna e liberada para a época, Estela respondeu:
"Eu aceitaria, Georgie, mas não podemos casar sem antes dormir juntos".
Borges ficou assustado e desapareceu.
Aos 50 anos, o escritor já
havia perdido parcialmente a visão. Com o passar dos anos, quando a
cegueira se fez completa, sua mãe, Leonor, passou a cuidar dele, lendo e
escrevendo o que ditava.
O reconhecimento literário de Borges
se solidificou em 1961 com a conquista do prêmio concedido pelo
Congresso Internacional de Editores, que dividiu com Samuel Beckett. Logo receberia também prêmios e títulos por parte dos governos da Itália, França, Inglaterra e Espanha.
Em
1967, Borges casou-se com uma amiga de infância, Elsa Astete. O
casamento durou três anos e acabou com Borges fugindo de casa, sem
coragem para discutir a separação. Sua mãe, Leonor, morreu em 1975. Seu
segundo casamento foi com a sua ex-aluna Maria Kodama que se tornou sua
secretária particular em 1981. Kodama era de origem japonesa e tornou-se
a herdeira de seus direitos autorais.
Em 1983, Borges publicou
no diário "La Nación" de Buenos Aires o relato "Agosto 25, 1983", em que
profetizava seu suicídio. Perguntado depois porque não havia se
suicidado na data anunciada, respondeu: "Por covardia". Borges afirmava
freqüentemente o seu ateísmo e falava da solidão como uma espécie de
segunda companheira.
Depois de seu primeiro romance, O último insurrecto, obra escrita
à maneira de Walter Scott, em que se misturam uma história de amor e
uma intriga policial, os títulos de Honoré de Balzac se sucederam a uma
velocidade extraordinária: num período de vinte anos, ele publicou cerca
de noventa romances e novelas, trinta contos e cinco peças de teatro.
Foi o resultado surpreendente do fervor literário desse ex-estudante de
Direito que dedicava cerca de 15 horas diárias à tarefa de escrever.
Paralelamente
a esse trabalho gigantesco, Balzac leva uma vida mundana, freqüentando
os salões de Paris, realizando viagens e procurando em vão meios e
medidas infalíveis de enriquecer, constante que o perseguirá durante
toda a sua vida, com alternância de desastres e sucessos, e com a adoção
de fugas ante o assédio dos credores.
De 1825 a 1828, Balzac
lança-se aos negócios, sempre na expectativa de enriquecer rapidamente:
associa-se a um livreiro, torna-se proprietário de uma tipografia,
transforma-se em editor.
Ao final desse período, interessa-se
pela carreira política, abraçando opiniões católicas e monarquistas,
fundando sua doutrina conservadora sobre a autoridade política e
religiosa.
Em janeiro de 1833 principia sua correspondência com a
condessa Ewelina Hanska, uma admiradora polonesa, com quem se casaria
anos depois, em 14 de maio de 1850, poucos meses antes de morrer.
Mundo balzaquiano
O
fluxo criador de Balzac pode ser desdobrado em três etapas: a primeira,
que se estende até 1829, é um período de aprendizado; a segunda, que
abrange o período de 1834 a 1842, é um período de consolidação e de
fixação do seu sistema novelístico; e a terceira, que abrange o
desenvolvimento entre 1842 e 1850, em que o universo romanesco de Balzac
é unificado sob o título geral de A Comédia humana.
Nesse
plano de ininterrupto impulso criador, pode-se afirmar que a vida de
Balzac esteve literalmente colocada a serviço das exigências técnicas de
suas obras.
A criação do mundo balzaquiano obedece a uma
progressiva diversificação de situações, de personagens, de caracteres,
de destinos humanos - um retrato de amplas dimensões da sociedade
francesa da primeira metade do século 19.
Por suas qualidades,
pela amplitude da área social tratada, pela técnica de que se vale o
autor para a liberação de forças psicológicas e sociais nos próprios
caracteres que movimenta, temos de admitir que a história do romance no
Ocidente se divide em duas metades: antes e depois de Balzac.
Obsessão pelos detalhes
A
obra de Balzac é uma visão sistematizada da vida e do mundo; um
universo de sentimentos e de emoções mobilizados para a posse e o gozo
de certos valores, sobretudo materiais, uma luta brutal para a fruição
do dinheiro.
O pano de fundo desse universo novelístico são as novas estruturas sociais e as novas instituições políticas que advieram com o império napoleônico. Paradoxalmente, o monarquista e legitimista Balzac é quem revela à Europa e ao mundo ocidental as conseqüências da Revolução Francesa.
Suas
idéias básicas sobre a arte do romance e sobre as técnicas da sua
realização acham-se expostas, através de um sistema coerente, no
prefácio de abertura da Comédia humana, fonte principal do
ideário estético de Balzac. Ele foi o primeiro escritor a reunir num
ciclo de romances o estudo da vida social inteira, processo que Émile Zola tentará seguir.
A
observação balzaquiana mostra obsessão pelos detalhes: seus heróis são
seres de carne e osso que comem, bebem e se relacionam sob o domínio de
paixões fortes, e de quem se ficam conhecendo exaustivamente o físico, o
vestuário, a habitação, o prestígio individual ou familiar, a fortuna
pessoal, o status social e o domicílio.
Balzac utiliza-se
de um realismo que nunca se atomiza, mas, antes, liga e corporifica as
espécies sociais como se fosse um método classificatório transposto das
ciências zoológicas para a criação literária. Sua meta é a de penetrar a
estrutura de uma sociedade inteira por meio de suas causalidades
específicas. Trata-se de uma preciosa documentação sobre o panorama da
sociedade francesa.
O realismo é a característica central de sua
obra, e tanto as espécies sociais quanto o meio ambiente fornecem à
matéria romanesca a dimensão histórica em que se apóia. Balzac, patrono
do romance no Ocidente, é ao mesmo tempo também um historiador de
costumes; sua minúcia documentária coloca-o, sem dúvida, como precursor
do realismo moderno.
George Orwell, pseudônimo de Eric Arthur Blair, nasceu em 1903, em
Bengala (Índia), filho de um funcionário britânico e uma francesa.
Muda-se para a Inglaterra em 1911, e vai para um internato. De 1917 a
1921, estuda no Eton College, uma das mais tradicionais escolas
inglesas, onde tem aulas com o escritor Aldous Huxley. Em 1922, recusa
uma bolsa para a universidade e volta à Índia para trabalhar na polícia
imperial.
Retorna à Inglaterra em 1928. Vivendo na pobreza - chega mesmo à
mendicância -, vaga por Londres e Paris até meados de 1930. Em 1933,
publica seu primeiro livro, Na Pior em Paris e Londres.
Socialista, vai para a Espanha, em 1936, lutar na Brigada
Internacional em apoio ao recém-eleito governo popular. Lutando na
Espanha (1938) narra suas experiências na Guerra Civil Espanhola.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Orwell trabalha como
correspondente de guerra para a BBC. Em 1945, publica A Revolução dos
Bichos, até hoje sua obra mais popular. Outro livro conhecido em todas
as línguas é seu romance 1984 (1949), uma sátira pessimista sobre a
ameaça de tirania política no futuro.
George Orwell morreu em 1950, na Inglaterra, em conseqüência de uma
tuberculose. Entre outras obras, escreveu também Dias na Birmânia
(1934), O Caminho de Wigan (1937) e Por Que Escrevo (1946).
Não se sabe ao certo quando François Rabelais nasceu, o ano mais
provável é o de 1484, na cidade de Chinon, no oeste da França. Segundo
algumas fontes, seu pai era proprietário de vinhedos, segundo outras,
advogado. Da mesma maneira, não existem informações precisas sobre a
infância de Rabelais e o período em que ele foi enviado à Abadia de
Seuillé para estudar.
Tornou-se noviço no Convento de La
Baumette, onde se tornou colega dos irmãos De Bellay que o ajudariam em
sua vida futura. Tornou-se um monge franciscano em 1521. No monastério,
estudou grego, latim, direito e astronomia. Quando as autoridades
eclesiásticas da Universidade de Sorbonne começaram a confiscar os
velhos livros gregos, Rabelais endereçou uma petição ao papa,
solicitando para juntar-se à ordem de São Bento, mais dedicada à
cultura.
No hospital beneditino de Saint Denis começou a estudar
medicina, mas abandonou a vida clerical para dar prosseguimento a seus
estudos na Universidade de Paris e bacharelar-se, em 1530, em
Montpellier. Nessa cidade, leu os antigos textos médicos de Hipócrates e Galeno,
dissecou cadáveres e tornou-se um especialista em diversas doenças.
Também inventou aparelhos para tratamentos de hérnia e fratura de ossos,
além de publicar edições próprias dos clássicos médicos da Grécia e de
Roma.
Em 1532 estabeleceu-se como médico num hospital de Lyon. No
mesmo ano publicou sua famosa comédia "Pantagruel" sob o pseudônimo de
Alcofribas Nasier, um anagrama de seu próprio nome. Lyon era na época o
centro cultural da França, famosa por seu comércio internacional de
livros. Segundo se dizia, seu "Pantagruel" chegou a vender mais
exemplares do que a Bíblia. Dois anos depois, com o mesmo sucesso, ele
publicou "Gargantua". Os livros, entretanto, foram condenados pela
Sorbonne e pelo Parlamento.
Rabelais mudou-se para Roma onde se
tornou médico do Cardeal De Bellay, recebeu perdão do papa pelo abandono
da ordem religiosa e, em 1537, recebeu o grau de doutor, passando a
exercer a medicina em várias cidades. Em 1546, o rei Francisco 1o
da França, lhe concedeu autorização para publicar o terceiro livro da
série Gargantua-Pantagruel, que foi dedicado a Margarida de Navarra, a
irmã do rei.
A época, porém, era conturbada pelas reformas
protestantes. A corte francesa procurava agir moderadamente e praticar a
tolerância. Francisco 1o chegou a defender o filósofo Erasmo
de Roterdã dos ataques dos teólogos católicos. Contudo, a saúde do rei
estava em declínio, e Rabelais - um defensor de suas idéias humanistas -
achou melhor deixar Paris.
Em 1547, De Bellay tornou Rabelais o
cura de Saint-Christophe-de Jambet e depois de Mendon, próxima a Paris. O
quarto livro da série Gargantua-Pantagruel apareceu em 1552, um ano
antes da morte de Rabelais. Um quinto livro, de autoria duvidosa, foi
publicada em 1564.
Rabelais misturou elementos de diversos
gêneros narrativos em seus livros - crônica, farsa, diálogos,
comentários, etc., temperando-os com um humor bem popular. Suas idéia e
anedotas enaltecem os prazeres físicos da vida: a comida, a bebida e o
sexo, e satiriza o ascetismo religioso. "Beba sempre e você nunca vai
morrer", escreveu no primeiro volume de "Gargantua".
Segundo filho de David Poe e Elizabeth Arnold, ambos atores, Edgar Poe
ficou órfão ainda criança e foi adotado por um casal rico de Richmond, Virgínia, Jonh Allan e Frances Kelling Allan. Isso lhe permitiu ter uma educação de qualidade, bem como fazer uma longa viagem pela Inglaterra, Escócia e Irlanda com os pais adotivos.
Regressou aos Estados Unidos
em 1822 e continuou seus estudos sob a orientação dos melhores
professores dessa época. Dois anos depois, entrou para a Universidade de
Charlotesville, distinguindo-se tanto pela inteligência quanto pelo
temperamento inquieto, que o levou a ser expulso da escola.
A
seguir, verificou-se um período ainda pouco esclarecido na vida de Poe,
no qual se registram viagens fora dos Estados Unidos. Retornou a seu
país em 1829 e manifestou desejo de seguir a carreira militar. Foi
admitido na célebre Academia de West Point, mas acabou expulso poucos
meses depois por indisciplina.
Com a morte da mãe adotiva, John
Allan voltou a casar-se, com uma mulher muito jovem que lhe deu dois
filhos. Isso impediu que Poe se tornasse herdeiro da fortuna paterna e
ele se afastou da casa do pai adotivo, deixando Richmond. Após um
período de relativa dificuldade, conheceu uma certa prosperidade ao
vencer simultaneamente os concursos de conto e poesia promovidos pela
revista "Southern Literary Messager".
O fundador da publicação,
Thomas White, convidou-o a dirigir a revista que rapidamente se impôs ao
público. Durante dois anos, Poe esteve a frente do periódico, onde pôde
exibir seu talento, que se manifestava num estilo novo, no conto e na
poesia, bem como pelos artigos de crítica literária que revelavam seu
rigor e sensibilidade estética.
Escritor bem-sucedido, Poe
casou-se com Virginia Clemm. Entretanto, ao fim de dois anos, White
cortou relações com o escritor, que já desenvolvera a doença do
alcoolismo. Poe passou a produzir como "free-lancer", em grande
quantidade, mas sem ganhar o suficiente para manter uma vida digna e
saudável, o que o levou a afundar-se ainda mais na bebida.
A
morte de sua mulher agravou o problema. O escritor passou a suicidar-se
aos poucos, bebendo cada vez mais e já sofrendo os primeiros ataques de
delirium tremens. Numa viagem a Nova York, para tratar de negócios,
parou em Baltimore e hospedou-se numa taberna onde se distraiu durante
horas bebendo com amigos. Era a noite de 6 de outubro de 1849. O
escritor morreu na madrugada do dia 7, aos 40 anos.
Hoje Poe é um escritor estudado e cultuado em todo o Ocidente. Entre suas obras destacam-se: The Raven (O Corvo, poesia, 1845), Annabel Lee (poesia, 1849) e o volume Histórias Extraordinárias
(1837), onde aparecem seus contos mais conhecidos, como "A Queda da
Casa dos Usher", "O Gato Preto", "O Barril de Amontillado", "Manuscrito
encontrado numa Garrafa", entre outros, considerados obras-primas do
terror.
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